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Constituir uma empresa, por menor que ela seja, ficou mais simples de uns anos para cá, mas isso não quer dizer que seja uma moleza abrir um empreendimento e ganhar rios de dinheiro em dois ou três meses. Além de criar a empresa, o empresário terá de geri-la da forma certa para que os resultados esperados sejam obtidos.

Por conta dos custos inerentes à abertura e preparação de uma empresa, geralmente o gestor foca seus esforços em contratar pessoal, comprar equipamentos e atender às exigências legais de cada tipo de empreendimento. Ok, tudo pronto, só falta o cliente vir. Mas nem sempre ele vem como se espera, justamente por conta de não ter sido reservada verba para uma parte da empresa que não pode nunca ser esquecida: o marketing.

Aparecer clientes na empresa para comprar seus produtos ou serviços ou apenas visitá-la é algo natural, mas depende muito da localização da empresa. Se ela fica no térreo de um prédio, sua visibilidade é boa e várias pessoas passarão em sua frente. Se está dentro de um shopping, também há grande possibilidade de fluxo de clientes. Mas, e se a empresa está no último andar de um empresarial? E se ela estiver numa rua onde não passa quase ninguém? Falência certa? Não necessariamente.

Todas as ótimas soluções de marketing começam com um problema bem e precisamente definido, e de um diagnóstico correto do curso de ação que deve ser seguido. Portanto, pensei em falar um pouco sobre isso pra começar o ano com um ‘back to the basics’.

Há uma ferramenta bem básica de diagnóstico que quero compartilhar com você. Funciona como pontapé inicial dos projetos e assegura que você está direcionando seus esforços no caminho certo e mais rentável.

Ela basicamente pergunta se o que você vê como problema real que precisa ser resolvido (o bloqueio que deve ser quebrado) vem do produto, da marca ou da comunicação.

E o ponto de partida é investigar o produto, serviço e até o negócio – perguntando se o problema real está neste nível.

Um problema com produto é muito básico. Indica que, de alguma forma, o que está sendo apresentando ao consumidor não funciona pra eles – seja por desempenho, precificação, distribuição/acessibilidade. Tudo bem se você não puder fazer muita coisa nesse sentido – certamente no curto prazo. Mas é valioso saber, enquanto coloca seus planos no lugar, que eles estarão sempre comprometidos pois você não está levando o produto certo ao consumidor. Eu trabalhei com Pot Noodles por um tempo no início da década passada. Apesar de um trabalho magnífico sendo feito tanto em relação à marca e à comunicação para ajudar Pot Noodles, o problema básico está no nível de produto. Não é que as pessoas detestam Pot Noodles – elas amam – mas o mercado para snacks de proteína de soja desidratada está morrendo como um todo.

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